
No meu último final de semana, fui até a Argentina de carona fazer algumas compras na fronteira com o Brasil, tudo correu bem, fomos bem atendidos e compramos os produtos que queríamos por um preço bem menor do que nos mercados em território nacional, mas na volta me vi debatendo com um grupo de amigos quem era melhor: Brasil ou a Argentina? Confesso que quando esse assunto vem à tona, o meu sangue brasileiro fala muito mais alto, e de todas as formas possíveis eu defendo o Brasil. Mas quase todos estavam contra os meus argumentos, dizendo que Buenos Aires era muito melhor que Brasília, por exemplo. E que a qualidade do couro argentino era muito melhor. E que por fim, brasileiro passava vergonha na Argentina.
Certa vez na faculdade, comentamos sobre um livro que obteve amplo debate nacional na Revista Veja. O livro explanava como era a cabeça do brasileiro. As críticas eram duras em relação à nossa falta de capacidade. E o autor não deixou barato ao questionar que o famoso “jeitinho brasileiro”, era meramente falta de competência, e que brasileiro não deveria reclamar de políticos, pois no seu dia-a-dia também cometia irregularidades, como furar a fila e comprar produtos piratas. Devido a todas essas críticas, quero colaborar dando o meu parecer sobre a verdadeira cabeça do brasileiro.
Uma escritora holandesa, de passagem pelo Brasil, tentou nos explicar o que acontece em nosso país, por minimizar tanto o nosso potencial. Esse texto deveria ser cabeceira de todo brasileiro que insiste em dizer que somos fracos, somos ignorantes, não soubemos fazer nada direito, e tantos outros adjetivos negativos. A holandesa argumentou que brasileiro acha que todo o mundo presta menos o Brasil. Que é este o nosso maior vício, falar mal daqui, mas que em todos os países existem pontos negativos e positivos, mas a grande diferença é que no exterior eles maximizam os positivos. Enquanto nós maximizamos os negativos, e só sabemos criticar. Ela nos dá exemplos de como o Brasil tem grandes qualidades, como somos educados e higiênicos, que damos como ninguém aula de bons modos a qualquer parisiense ou outro país que se quer tem o hábito de tomar banho diariamente. Que nossas agências de publicidade ganham os maiores e melhores prêmios mundiais. Temos um dos maiores mercados editoriais de livros, e que só estamos crescendo e se desenvolvendo, sendo absoluto mercado para venda de celulares e novas tecnologias. E mais outras 30 curiosidades , que faz qualquer brasileiro erguer a cabeça orgulhoso perante o mundo.
E eu digo mais, o Brasil é rico em natureza, e extensão territorial. O Brasil é absoluto em diversidades e tradições, com diferentes povos, diferentes origens que só nos enriquecem cada dia mais, nos tornando soberanos em cultura. Mas ainda no Brasil, é constante o debate de que não somos capazes nem de receber a Copa do Mundo. Que vamos passar vergonha e tudo mais. Enquanto nós não soubermos nos valorizar, enquanto aqui tudo está errado, e não fazemos nada para melhorar, fica cada vez mais óbvio que vamos passar um grande vexame. Brasileiro tem que parar com essa mania de baixar a cabeça, e colaborar com essa nação que tem tudo pra dar, e já está dando certo. Ou você é ainda um daqueles que só veste a camisa brasileira em Copa do Mundo? A cabeça do brasileiro é exatamente essa, da fronteira pra fora, tudo é melhor, tudo é mais enriquecedor, e tudo é mais produtivo. Então vamos agarrar a idéia, essa idéia de que somos capazes, somos os melhores, não vamos nos acostumar a ouvirmos que precisamos de “um chute no traseiro" , afinal, “Sim, nós podemos”.





